Surto do vírus de Marburg, primo do ebola, é confirmado na Guiné Equatorial: OMS monitora situação enquanto autoridades de saúde se preparam para possíveis casos em outros países.

Por Cic7 Redação - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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A Guiné Equatorial confirmou na última semana o primeiro surto do vírus de Marburg, um primo do ebola. O vírus, que foi detectado pela primeira vez na cidade de Marburg, na Alemanha, em 1967, é altamente infeccioso e tem uma taxa de letalidade altíssima, podendo chegar a 88%. O vírus de Marburg é transmitido aos humanos por morcegos frugívoros, que se alimentam de frutas, e se espalha por meio do contato direto com os fluidos corporais de pessoas, superfícies e materiais infectados. A doença é grave e muitas vezes fatal, com um período de incubação de 2 a 21 dias, e os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, vômito com sangue e diarreia.

Embora o vírus de Marburg seja altamente infeccioso, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alexandre Naime Barbosa, explica que o risco de o vírus se espalhar pelo mundo é baixo, porque as pessoas infectadas ficam doentes e não é uma doença assintomática. Naime recomenda que as autoridades de saúde do Brasil façam uma vigilância em concordância com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Até o momento, a OMS está monitorando o novo surto, e ainda não há vacinas ou tratamentos antivirais aprovados para tratar o vírus. A organização diz que beber muita água e tratar sintomas específicos da doença melhoram as chances de sobrevivência do paciente. Estão sendo estudados tratamentos potenciais, como terapias imunológicas, medicamentosas e vacinas.

Na África, surtos anteriores e casos esporádicos foram notificados em países como Uganda, Guiné Equatorial, Camarões e países do centro do continente. Na segunda-feira (13), o governo de Camarões detectou dois casos suspeitos do vírus em uma região da fronteira com a Guiné Equatorial, por conta dos casos, a OMS afirmou que aumentou sua vigilância epidemiológica na Guiné Equatorial. A SBI recomenda que as autoridades de saúde do Brasil fiquem alertas em relação à amplitude do surto e à possibilidade de casos exportados para outros países.

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