O rapper e magnata da indústria musical Sean “Diddy” Combs, de 55 anos, está enfrentando o que sua defesa classifica como “condições desumanas” no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova York. Preso desde setembro de 2024, ele aguarda a sentença, marcada para o dia 3 de outubro deste ano, após ser condenado por dois crimes relacionados à prostituição.
Segundo seu advogado, Marc Agnifilo, a situação do artista dentro da unidade prisional é alarmante. Em carta enviada ao juiz federal Arun Subramanian, responsável pelo caso, a defesa solicita a liberdade provisória de Diddy antes da sentença, apontando violações graves aos direitos humanos.
Agnifilo relatou que o rapper tem recebido alimentos vencidos e, em muitos casos, infestados de larvas. Um registro fotográfico anexado ao documento reforça a denúncia. “Infelizmente, a comida infestada de larvas capturada naquela foto não é uma experiência incomum. O MDC serve alimentos estragados rotineiramente”, declarou o advogado.
Além disso, a defesa critica o número excessivo de lockdowns no presídio, medida que restringe a movimentação dos detentos como forma de punição ou precaução. Para o advogado, esse conjunto de situações se enquadra como “circunstâncias excepcionais” e justificaria a concessão de liberdade sob fiança.
Diddy foi condenado por duas acusações de transporte com finalidade de prostituição, cada uma com pena máxima de 10 anos. Ele foi absolvido das acusações mais graves, que envolviam tráfico sexual e associação criminosa — crimes que poderiam levá-lo à prisão perpétua. Entre os nomes citados nos autos estão suas ex-namoradas, Cassie Ventura e uma mulher identificada como Jane Doe.
