Um vendedor de frutas de 43 anos foi apontado pelas autoridades australianas como um dos protagonistas de um ato de coragem durante o atentado terrorista ocorrido no domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. Ahmed al Ahmed conseguiu desarmar um dos atiradores em meio ao ataque que deixou 15 vítimas fatais e cerca de 40 feridos durante as celebrações do festival judaico de Hanukkah.
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Segundo informações oficiais, Ahmed interveio no momento do ataque e conseguiu conter um dos autores dos disparos, mesmo sendo atingido por dois tiros, um no braço e outro na mão. Ele foi socorrido, passou por cirurgia e permanece internado em recuperação. Nesta segunda-feira (15), o governador do estado de Nova Gales do Sul, Chris Minns, divulgou uma foto ao lado de Ahmed durante visita ao hospital.
O atentado foi classificado pelas autoridades como um ato terrorista com motivação antissemita. De acordo com a polícia, os autores eram pai e filho. O pai, de 50 anos, morreu após confronto com agentes de segurança, enquanto o filho, de 24, foi preso ferido e permanece internado sob custódia policial. Não há indícios da participação de outros suspeitos.
O ataque ocorreu em uma das áreas mais movimentadas e turísticas de Sydney e provocou pânico entre moradores, turistas e participantes do evento religioso. A região foi isolada e equipes antiterrorismo foram mobilizadas. Um objeto suspeito, possivelmente um artefato explosivo, foi encontrado em um veículo próximo ao local e recolhido para análise.
As vítimas tinham entre 10 e 87 anos. Entre os mortos estão líderes religiosos e participantes da celebração. Dois policiais também ficaram feridos durante a ocorrência. O governo australiano informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.
Ahmed al Ahmed nasceu na Síria e vive na Austrália desde 2006. Após o episódio, ele recebeu reconhecimento público de autoridades locais e internacionais. Uma campanha de arrecadação online reuniu mais de 1,2 milhão de dólares australianos para auxiliar em sua recuperação. O caso segue sob investigação das autoridades australianas.
