COP30: Governo e ONU correm contra o tempo para resolver crise nos hotéis de Belém

Por Redator CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 11 meses ago

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A realização da COP30, marcada para 2025 em Belém (PA), enfrenta uma crise provocada pelos altos valores cobrados pelas diárias dos hotéis na capital paraense. Segundo o presidente da conferência, André Corrêa Lago, ao menos 25 países já sinalizaram a possibilidade de desistir da participação no evento por conta dos preços considerados abusivos.


Reunião emergencial tenta garantir permanência da COP30 em Belém

Em resposta à crise, a Secretaria Extraordinária da COP30, em conjunto com representantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e do governo do Pará, realizou nesta sexta-feira (1º/8) uma reunião emergencial para tentar garantir que a cidade continue como sede da conferência climática.

De acordo com nota oficial, o encontro resultou no avanço de um plano de acomodação para delegações estrangeiras, dividido em fases. Neste primeiro momento, o foco está nas delegações que participarão diretamente das negociações da COP30.


Acordo inicial prevê 2,5 mil quartos com tarifas tabeladas

A proposta acordada com a rede hoteleira prevê a oferta de 2.500 quartos individuais, com valores controlados entre US$ 100 e US$ 600. A divisão será feita da seguinte forma:

  • 15 quartos por delegação (com tarifas entre US$ 100 e US$ 200) para os 73 países classificados pela ONU como Países Menos Desenvolvidos (LDCs) e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEIDs);
  • 10 quartos por delegação (com tarifas entre US$ 220 e US$ 600) para os demais países participantes.

Críticas e preocupação internacional

O presidente da COP30, André Corrêa Lago, afirmou que há uma “sensação de revolta”, principalmente entre países em desenvolvimento, diante do aumento exagerado nos preços das diárias. Lago destacou que os valores cobrados estão até 10 vezes acima do normal e fez um apelo:

“Os países manifestaram publicamente essa preocupação. Os esforços continuam, mas talvez os hotéis não estejam se dando conta da crise que estão provocando”.

O governo brasileiro segue pressionando a rede hoteleira de Belém para que os preços sejam revistos e não coloquem em risco a imagem do Brasil e a realização do maior evento climático do planeta.

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