Autoridades de saúde confirmaram que o surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius envolve a cepa andina do Hantavírus — considerada a única variante conhecida com capacidade de transmissão entre humanos.
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A confirmação foi feita pelo Ministério da Saúde da África do Sul nesta quarta-feira (6). O navio, que transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades, se tornou foco de atenção internacional após o registro de casos e mortes durante a viagem.
Até o momento, três pessoas que estiveram a bordo morreram, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além disso, há casos confirmados fora da embarcação, incluindo um paciente internado em Zurique, que testou positivo para a mesma variante.
De acordo com especialistas, a cepa andina é rara e difere das variantes europeias do vírus, que geralmente são transmitidas por roedores. Nesse caso específico, a transmissão pode ocorrer entre pessoas, mas apenas em situações de contato próximo, o que reduz o risco de disseminação em larga escala.
O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, com destino a Cabo Verde, onde permanece ancorado próximo à capital, Praia.
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Diante do cenário, autoridades internacionais adotaram medidas preventivas. A Espanha, por exemplo, se posicionou contra a atracação do navio nas Ilhas Canárias, enquanto equipes de saúde monitoram possíveis contatos dos infectados.
Apesar da preocupação, autoridades reforçam que o risco global ainda é considerado baixo, já que a transmissão entre humanos dessa variante é incomum e depende de proximidade direta com pessoas infectadas.
