STF autoriza apreensão de CNH e passaporte em casos de dívidas como empréstimo, financiamento e outros. Entenda:

Por Redação CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 1 ano ago

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana passada autorizar, em casos específicos, a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte de brasileiros que possuam dívidas civis não quitadas. A decisão, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, visa impulsionar negociações entre credores e devedores e reduzir os índices de inadimplência no país.

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Conforme o entendimento firmado pela Corte, a medida poderá ser aplicada em situações como parcelas atrasadas de dívidas, empréstimos não pagos e financiamentos pendentes. No entanto, o STF destacou que a decisão não possui caráter generalizado e depende de análise individualizada pelo Poder Judiciário. Cabe ao credor ajuizar ação específica solicitando a apreensão, e o juiz deve examinar a proporcionalidade da medida diante das circunstâncias financeiras do devedor e do valor devido.

Em sua manifestação, Moraes ressaltou que a retenção dos documentos não pode afetar profissionais que dependem diretamente deles para exercer atividades laborais, como motoristas de aplicativos, motoboys, taxistas ou pessoas cuja ocupação exija viagens frequentes. Essa ressalva protege o direito fundamental ao trabalho e ao livre deslocamento desses trabalhadores.

Outro ponto destacado na decisão é que dívidas relacionadas a questões tributárias ou trabalhistas não poderão motivar a apreensão dos documentos. O objetivo é assegurar que a medida seja utilizada exclusivamente como um recurso efetivo para estimular o pagamento voluntário ou facilitar acordos entre credores e devedores em casos genuinamente civis.

A decisão, apesar de polêmica, é vista como um importante instrumento jurídico para lidar com o crescimento da inadimplência no Brasil. De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência no país alcançou 30,2% das famílias brasileiras no início de 2024, índice elevado que sinaliza dificuldades econômicas generalizadas.

Assim, com critérios rigorosos e aplicação pontual, o STF pretende equilibrar a necessidade de cumprir obrigações financeiras e preservar direitos fundamentais dos cidadãos.

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Publicado há 1 ano ago

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