Almoço pago no expediente pode subir custo da mão de obra até 33%, estima instituto
Projeto da deputada Duda Salabert torna intervalo de até duas horas remunerado; cálculos de um instituto e de uma economista miram o impacto somado à redução da jornada
O que se sabe até agora
5 pontos- 1Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou projeto para tornar remunerado o intervalo de almoço de até duas horas
- 2O Instituto Livre Mercado estima alta de 33% no custo da mão de obra; com pausa de uma hora, o impacto seria de 14%
- 3A economista Zeina Latif calcula 12,5% com uma hora extra paga por dia
- 4A redução da jornada para 40 horas, aprovada junto com o fim da escala 6x1, terá duas etapas, a primeira em 16 de dezembro
- 5A CNI estima que a redução de jornada eleve em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria
Resumo feito pela redação

Um projeto apresentado na quinta-feira (5) pela deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) propõe que o intervalo de almoço, de até duas horas por dia, passe a contar como tempo de trabalho pago, sem corte de salário. Segundo o Instituto Livre Mercado, a medida poderia encarecer a mão de obra em 33%.
Se a pausa remunerada durar apenas uma hora, a estimativa do instituto cai para 14%. A economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, fez outra conta, considerando o pagamento de uma hora extra por dia, o que soma cinco horas semanais em uma jornada de 40 horas. Nesse cenário, ela calcula impacto de 12,5%.
Latif comentou o tema ao CNN Money e disse que a preocupação cresce porque a redução de jornada já foi aprovada. Para ela, as duas mudanças somadas pressionam quem contrata.
O Instituto Livre Mercado afirma que a conta não fecha. Num dia de oito horas, se uma delas virar almoço, a empresa paga sete horas de trabalho efetivo pelo mesmo salário. A entidade lembra que o próprio projeto admite que a carga efetiva poderia cair para 35 horas semanais.
A proposta vem logo após a promulgação da emenda que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, também sem diminuição de salário. A transição será em duas etapas: a partir de 16 de dezembro, o limite cai para 42 horas, com dois dias de descanso, e doze meses depois chega a 40.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que só a redução da jornada eleve em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, o que representaria R$ 88 bilhões a mais para os empregadores. Para o Instituto Livre Mercado, a saída passa pela produtividade, que cresceu apenas 0,4% por hora trabalhada em 2025.
Com informações de CNN Brasil. Texto produzido com apoio de ferramentas automatizadas.
Por Redação Cic7Mais do autor


