A recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China e aos Emirados Árabes Unidos foi marcada por importantes acordos comerciais e pela aproximação diplomática. Lula classificou a viagem como “extraordinária”, com acordos somando R$ 50 bilhões na China e mais de R$ 12 bilhões nos Emirados Árabes.
Os acordos abrangem cooperação espacial, pesquisa e inovação, economia digital, combate à fome, intercâmbio de conteúdos de comunicação e facilitação de comércio. O encontro privado entre Lula e o líder chinês, Xi Jinping, durou mais de uma hora, e o mundo está curioso quanto aos frutos dessa relação.
Dois temas importantes que podem ser influenciados pelo Brasil e pela China são a guerra na Ucrânia e questões ambientais. Lula defende a formação de um grupo de países neutros para levar Rússia e Ucrânia à mesa de negociações, com a China sendo o principal ator nesse grupo.
O Brasil e a China têm um papel crescente no cenário internacional, mas é importante lembrar que nem sempre os planos desses países são bem-sucedidos, como o exemplo do futebol chinês demonstra. A resolução dos complexos problemas globais pode depender da colaboração entre diferentes nações, sem que uma única superpotência dite as regras.
