Os remédios estão mais caros este ano, com um reajuste de 4,5% no preço, conforme informações divulgadas por entidades do setor farmacêutico. A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) explicou que esse aumento segue uma resolução legal e será aplicado imediatamente após sua publicação, em 31 de março de 2024. É importante notar que este reajuste é menor do que nos anos anteriores: foi de 5,6% em 2023, 10,89% em 2022 e 10,08% em 2021.
A determinação dos reajustes nos preços dos remédios é feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define os preços máximos que as indústrias farmacêuticas devem praticar ao vender para o consumidor final ou para o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a CMED, o controle de preços tem o objetivo de proteger os interesses dos consumidores e garantir o acesso a medicamentos essenciais.
No entanto, representantes do setor farmacêutico apontam que o atual modelo pode ser prejudicial para as empresas. A Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) afirmou que o controle de preços de medicamentos tem causado dificuldades para as empresas equilibrarem suas contas. De acordo com a entidade, o reajuste acumulado nos preços dos medicamentos está abaixo da inflação geral medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). De 2014 a 2024, a inflação geral acumulou 77,5%, enquanto a variação de preços dos medicamentos foi de 72,7%.
O sindicato defende a liberação de preços, argumentando que em um ambiente altamente competitivo, a concorrência naturalmente regula os preços. Isso significa que produtos de diferentes marcas e classes terapêuticas com grande diversidade deveriam ter preços livres, conforme a oferta e a demanda no mercado.
