A Associação Argentina de Futebol (AFA) é alvo de uma investigação conduzida por promotores federais dos Estados Unidos e pelo FBI por suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude financeira. A apuração ocorre enquanto a seleção argentina disputa a Copa do Mundo de 2026.
Segundo o jornal argentino La Nación, as autoridades investigam a movimentação de centenas de milhões de dólares em contas bancárias nos Estados Unidos para verificar se parte das operações violou a legislação americana.
No centro da investigação está a empresa TourProdEnter LLC, ligada ao produtor Javier Faroni e à empresária Erica Gillette. De acordo com a publicação, a empresa administrou contratos comerciais internacionais da entidade, incluindo acordos com grandes marcas, e movimentou cerca de US$ 260 milhões por meio de bancos americanos.
Os investigadores também analisam outros US$ 57 milhões que teriam sido enviados para diferentes empresas, cujas origens e destinos ainda estão sendo apurados.
A investigação ganhou força ao longo de 2025 e atualmente é conduzida por promotores especializados em crimes financeiros no Distrito Sul da Flórida. O caso teve origem após denúncias apresentadas pelo empresário Guillermo Tofoni e foi reforçado por novos documentos bancários enviados às autoridades americanas.
O presidente da Associação Argentina de Futebol, Claudio “Chiqui” Tapia, acompanha a campanha da seleção no Mundial. Até o momento, nem a entidade nem o dirigente se manifestaram oficialmente sobre a investigação.
As autoridades informaram que a apuração ainda está em fase preliminar e, até o momento, não há denúncia formal nem acusação criminal contra a Associação Argentina de Futebol ou seus dirigentes.
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