O governo do Rio de Janeiro pediu ao Ministério da Justiça a transferência de Wagner Teixeira Carlos, conhecido como Waguinho de Cabo Frio, para um presídio federal de segurança máxima, após a megaoperação que deixou mais de 60 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na capital fluminense.
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Segundo as investigações, Waguinho é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Região dos Lagos e teria continuado a exercer influência sobre o tráfico local mesmo de dentro do sistema prisional. Ele está entre os dez detentos identificados pela Polícia Civil e pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) como suspeitos de ordenar represálias à ofensiva policial deflagrada nesta terça-feira (28).
O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que o pedido foi feito com base em relatórios das forças de segurança que indicam a atuação de criminosos presos na coordenação de ataques e bloqueios em diversas regiões do estado.
“Recebi das polícias Civil e Penal um relatório das dez maiores lideranças que, de dentro das nossas cadeias, ajudam a provocar todo esse terror. Pedi ao governo federal dez vagas para a transferência imediata desses criminosos de maior periculosidade”, disse Castro.
O nome de Waguinho de Cabo Frio aparece ao lado de outros chefes do Comando Vermelho, como Rian Maurício Tavares Mota (Da Marinha) e Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha). Todos deverão ser enviados para presídios federais em diferentes estados, sob regime de isolamento.
A medida ocorre após a Operação Contenção, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 64 mortos — entre eles quatro policiais — e resultou em 81 prisões. Durante a tarde, criminosos ergueram barricadas com carros e entulhos, bloqueando vias importantes da cidade e da Região Metropolitana.
A transferência de Waguinho, segundo fontes da segurança pública, é tratada como prioritária, já que ele seria um dos principais articuladores do tráfico na Região dos Lagos, com ramificações em comunidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo e São Pedro da Aldeia.
