Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que um homem foi imobilizado por policiais militares com um golpe conhecido como “mata-leão” durante uma abordagem realizada na Praça Franklin Roosevelt, no Centro de São Paulo, na quinta-feira (2). Segundo relatos de moradores, ele teria sido abordado sob suspeita de fumar maconha no local.
As imagens registram o homem próximo aos equipamentos de ginástica da praça, discutindo com os policiais enquanto é cercado pelos agentes. Em determinado momento, ele afirma: “Prova, então”. Logo depois, a situação se intensifica e ele é derrubado no chão.
Em um dos vídeos, um policial aplica o golpe conhecido como “mata-leão”, deixando o homem inconsciente por alguns segundos, enquanto outros agentes participam da contenção. A cena foi registrada por diferentes testemunhas que acompanhavam a abordagem.
De acordo com moradores da região, o homem frequenta diariamente a praça para praticar exercícios e é conhecido pelos frequentadores. Após a abordagem, ele foi levado inicialmente ao 4º Distrito Policial e, posteriormente, encaminhado para outra delegacia. Ainda segundo relatos, ele foi liberado no mesmo dia, após o registro de um boletim de ocorrência pelos crimes de desobediência e resistência.
Em nota, a Polícia Militar informou que a equipe realizava atividade delegada na praça quando identificou três pessoas em atitude suspeita e em aparente consumo de substância ilícita. Segundo a corporação, um dos abordados desacatou os policiais, desobedeceu às ordens, resistiu à abordagem e tentou fugir, tornando necessário o uso proporcional da força para contê-lo.
A PM também informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria da corporação, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da abordagem e ouviu o jovem envolvido na ocorrência.
Sobre o uso do “mata-leão”, a Polícia Militar afirmou que o atual Manual de Defesa Pessoal Policial, publicado em 2021, não proíbe a técnica. Segundo a corporação, o emprego de métodos de contenção é permitido quando as circunstâncias exigirem, desde que sejam observados os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade, razoabilidade e conveniência. Entretanto, em 2020, durante a revisão dos protocolos da PM paulista, a Secretaria da Segurança Pública havia informado que a técnica deixaria de ser utilizada nas abordagens policiais
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