Um adolescente de 16 anos matou o amigo, Paulo Mateus, recém-formado no ensino médio, durante uma suposta “brincadeira” envolvendo um revólver, no bairro Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo.
O crime foi registrado por um terceiro jovem com um celular. Segundo a investigação, o adolescente utilizou um revólver calibre .38 com capacidade para seis munições. Ele teria retirado apenas uma bala, deixando cinco no tambor. Em seguida, fechou o mecanismo, girou o tambor, apontou a arma para a testa da vítima e efetuou o disparo. Paulo Mateus morreu no local.
De acordo com a polícia, o vídeo teria sido gravado com a intenção de ser publicado nas redes sociais para gerar engajamento.
O adolescente se apresentou à polícia acompanhado de uma advogada. Ele deverá responder por ato infracional análogo a homicídio e pode ser internado na Fundação CASA. A defesa alega imperícia e imprudência, sustentando que o jovem acreditava que o disparo não atingiria a vítima.
A investigação também apura a conduta do pai do atirador, proprietário da arma. Ele não compareceu à delegacia e está sendo procurado. Segundo a polícia, o homem já possui antecedente por porte ilegal de arma de fogo e poderá responder por omissão de cautela na guarda do armamento.
Familiares do adolescente também são investigados por possível omissão de socorro, pois teriam impedido que testemunhas acionassem a polícia ou o resgate logo após o disparo.
O caso segue em apuração. A morte de Paulo Mateus causou comoção entre amigos e familiares.
