“VAI MORRER”: Vídeo mostra PM perseguindo motociclista antes de atirar e matá-lo em São Gonçalo, diz MPRJ; VEJA:

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 14 horas ago

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta segunda-feira (24), o policial militar Vinicius Vieira Moraes pela morte do motociclista Eduardo de Castro Ornellas, de 26 anos, ocorrida em maio, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

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Imagens de câmeras de segurança mostram Eduardo sendo perseguido a pé por policiais do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom). Na gravação, um dos agentes aparece correndo armado atrás do motociclista e, segundo o MPRJ, gritando “vai morrer” antes de efetuar os disparos.

O caso aconteceu no dia 31 de maio, na Rua Monsenhor Benedito Marinho, no bairro Pacheco.

De acordo com a denúncia, o policial Vinicius Vieira Moraes foi o agente que gritou a frase e atirou contra Eduardo. O PM foi denunciado por homicídio qualificado, com acusação de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito.

Segundo o MPRJ, o policial efetuou dois disparos. O segundo atingiu Eduardo na região do pescoço e provocou a morte. Para os investigadores, o disparo fatal foi realizado pelas costas, o que teria reduzido a possibilidade de defesa do motociclista.dagem

Segundo o pai de Eduardo, Carlos Eduardo Souza, o filho fugiu da abordagem porque a motocicleta estava com a documentação atrasada. Ele teria medo de que o veículo fosse apreendido, já que dependia da moto para trabalhar.

Eduardo estava acompanhado da namorada quando foi abordado pelos policiais. O casal caiu da motocicleta durante a abordagem e, depois, o motociclista continuou a fuga a pé.

Ainda segundo o pai, os policiais teriam confundido o celular que Eduardo carregava preso à cintura com uma arma.

As imagens analisadas na investigação mostram os agentes correndo armados atrás do motociclista. Na sequência, são registrados os disparos.

Para o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do MPRJ, as provas reunidas durante a investigação indicam que Eduardo não estava armado.

A conclusão foi baseada na análise das imagens de segurança, perícias e depoimentos colhidos durante a investigação.

A pedido do Gaesp, Vinicius Vieira Moraes foi afastado provisoriamente das atividades operacionais armadas.

A denúncia agora será analisada pela Justiça. A reportagem tenta localizar a defesa do policial. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 14 horas ago

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