URGENTE: Júri absolve PMs pela morte de Thiago Menezes, de 13 anos, na Cidade de Deus; defesa apresenta áudios sobre suposto vínculo com o tráfico e fotos em que ele aparece armado encontradas no celular do adolescente

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 5 meses ago

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O Tribunal do Júri absolveu, nesta quarta-feira (11), os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria das acusações de homicídio pela morte do adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, durante uma operação realizada em 2023, na Cidade de Deus. Eles também foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídio contra Marcos Vinícius de Souza Queiroz, que sobreviveu aos disparos. A decisão foi anunciada pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto após o veredicto do conselho de sentença.

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Segundo a denúncia do Ministério Público, os policiais participavam da operação conhecida como “Tróia” e estavam em um carro particular no momento da ação. Eles admitiram ter efetuado os disparos que atingiram o adolescente e feriram o condutor da motocicleta, mas alegaram legítima defesa, sustentando que Thiago estaria armado e teria atirado contra os agentes.

Durante o julgamento, a defesa apresentou áudios atribuídos ao adolescente, nos quais ele mencionaria trabalhar para um traficante da Cidade de Deus e aceitava montar uma “boca de fumo” em conversa com um amigo. O material foi debatido no plenário ao longo da sessão.

Também foram exibidas imagens encontradas no celular de Thiago, segundo a perícia, mostrando um menor armado. Em depoimento, a mãe do adolescente, Priscilla Menezes, afirmou ter sido surpreendida com a apresentação das fotos. Ela declarou não reconhecer o filho em algumas imagens e questionou a veracidade dos registros. Ao analisar uma terceira fotografia, disse que o jovem poderia ser Thiago, mas afirmou não conseguir identificar o objeto que ele segurava.

O julgamento reuniu testemunhas como o sobrevivente Marcos Vinícius, familiares, moradores da comunidade, policiais que participaram da operação e o comandante responsável pela ação. Também foram mencionadas informações sobre o uso de recursos particulares na operação, incluindo veículo e drone.

Após o veredicto, a Anistia Internacional Brasil criticou a absolvição. Já os policiais mantiveram a versão de que agiram em legítima defesa durante a ação policial.

Com a decisão do júri, os dois agentes foram absolvidos das acusações relacionadas ao caso.

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Publicado há 5 meses ago

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