O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Pedra Branca, que resultou na prisão de três policiais civis e de um empresário apontado como líder de um esquema de loteamento clandestino em áreas protegidas do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio.
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Foram presos Leonardo da Silva Machado, Marcello Carvalho de Menezes e Marcos Eduardo Maia, todos policiais civis, além do empresário Milton de Souza Junior, apontado pelas investigações como responsável pela organização criminosa.
Segundo o Ministério Público, o grupo promovia a venda irregular de terrenos em uma área ambientalmente protegida localizada em Campo Grande. O esquema teria causado prejuízo de pelo menos R$ 846 mil às vítimas, embora os investigadores estimem que o lucro poderia ultrapassar R$ 27 milhões caso todos os lotes fossem comercializados.
As investigações apontam que centenas de pessoas foram atraídas pela promessa de adquirir terrenos supostamente regularizados para a construção de moradias próximas à natureza. No entanto, os lotes estavam localizados na área de amortecimento do parque e não poderiam ser vendidos legalmente.
De acordo com a denúncia, os envolvidos utilizavam empresas de fachada, falsos corretores de imóveis e intermediários para dar aparência de legalidade às negociações. O grupo também é investigado por supostas ligações com a milícia que atua na Zona Oeste da capital.
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O Ministério Público denunciou 15 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção, estelionato e infrações ambientais. Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap.
As investigações indicam ainda que policiais ligados ao esquema recebiam vantagens indevidas para dificultar apurações e obter informações sigilosas relacionadas aos empreendimentos clandestinos.
O caso tem relação com o chamado Viva Verde Residencial, condomínio irregular localizado na região do Rio da Prata, em Campo Grande. Em 2021, o empreendimento foi alvo de uma grande operação de demolição após fiscalização constatar desmatamento, parcelamento ilegal do solo e diversas irregularidades ambientais.
Em nota, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta dos servidores investigados e afirmou não compactuar com eventuais desvios de conduta praticados por integrantes da corporação.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa.
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