Uma tragédia abalou a cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com o assassinato brutal do motorista de aplicativo Filipe Rodrigues, sua esposa Rayssa Santos e o bebê Miguel Filipe, de apenas 7 meses, na noite do dia 17 de março.
O que parecia ser um crime sem sentido ganhou contornos surpreendentes com o avanço das investigações da Polícia Civil, revelando uma trama complexa envolvendo o motorista, traficantes e um suposto informante.
Filipe Rodrigues, que nunca foi policial militar, se passou por membro das forças de segurança para negociar com traficantes da comunidade do Castro, em Niterói. Fingindo ter informações sobre um informante infiltrado na favela, ele propôs um acordo financeiro aos criminosos em troca da localização desse suposto “x-9”.
O diálogo entre Filipe e os traficantes, interceptado pela polícia, revela uma negociação tensa e perigosa, onde o motorista exigiu R$ 50 mil pela suposta informação. O desenrolar dos acontecimentos indicou que os traficantes, desconfiando da veracidade das informações e da identidade de Filipe, decidiram armar uma emboscada para ele.
No fatídico dia do crime, Filipe foi levado a um local próximo à comunidade do Castro, onde o carro da família foi alvejado com mais de 20 disparos, resultando na morte do casal e do bebê. A polícia ainda investiga quem foram os executores do crime.
As investigações também apontam que o suposto informante, mencionado por Filipe, está desaparecido e possivelmente foi assassinado pelos traficantes após a descoberta da farsa.

