Informações extraoficiais apontam que traficantes de Cabo Frio, ligados ao Comando Vermelho (CV), estão entre os principais alvos da megaoperação policial deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na capital fluminense — ação que resultou em mais de 60 mortos e 80 presos, segundo dados oficiais.
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A comunidade da Penha, na Zona Norte do Rio, é apontada pelas forças de segurança como um dos redutos de criminosos da Região dos Lagos que atuam em parceria com chefes do CV. Fontes ligadas à investigação confirmam que o grupo de Cabo Frio mantinha forte presença na Favela do Lixo e na Boca do Mato, bairros dominados pela facção no município, e usava o Rio como base de apoio logístico e de fuga.
Entre os nomes identificados, está Patrick PT, apontado como gerente da Boca do Mato, que foi preso durante a operação. Também foram capturados Filhinho, B da Glock e Wescley, todos ligados à Favela do Lixo, onde exerciam funções de gerência do tráfico local.
O traficante Zelele, conhecido na Praça de São Cristóvão, em Cabo Frio, foi morto durante os confrontos. Já Mãozinha e Maestro, ambos também da Favela do Lixo, seguem sem informações confirmadas sobre a situação deles até o momento.
Segundo investigadores, o elo entre criminosos de Cabo Frio e da Penha reflete a integração crescente entre bases regionais do Comando Vermelho, que compartilham armas, drogas e estratégias de enfrentamento às forças de segurança.
A Polícia Civil e o Ministério Público ainda apuram a extensão dessa ligação e a possível participação de lideranças presas na coordenação das ações criminosas, inclusive de dentro de unidades prisionais do estado.
Fontes ligadas à área de segurança afirmam que a região de Cabo Frio segue sob monitoramento reforçado após as prisões e mortes registradas na capital.
