“Sicário” ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro tenta tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 5 meses ago

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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado pela Polícia Federal como executor de ações de intimidação ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, tentou tirar a própria vida nesta quarta-feira (4) enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.

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De acordo com a corporação, policiais que estavam no local perceberam a situação e iniciaram imediatamente procedimentos de reanimação. Em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para dar continuidade ao atendimento.

A equipe médica realizou os primeiros procedimentos ainda na unidade da Polícia Federal e, posteriormente, o custodiado foi encaminhado para um hospital, onde passou por avaliação clínica.

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que o caso foi comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação. A corporação também informou que enviará os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido e abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio.

Mourão foi preso preventivamente durante a Operação Compliance Zero, que também resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão judicial que autorizou as prisões menciona indícios de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.

Segundo as investigações, Mourão integrava o núcleo operacional de um grupo chamado “A Turma”, apontado como responsável por executar ordens relacionadas ao monitoramento de alvos, obtenção de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral contra pessoas consideradas desafetas do banqueiro.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que ele recebia instruções para levantar informações pessoais de empregados e ex-funcionários, além de discutir estratégias para pressionar determinados alvos. Em um dos diálogos, há referência à possibilidade de intimidar um chefe de cozinha antes de outro funcionário, com o objetivo de provocar medo.

As investigações também apontam conversas sobre reportagens consideradas negativas ao banqueiro. Em um dos trechos analisados, há menção ao monitoramento do jornalista Lauro Jardim, com discussão sobre a possibilidade de simular uma agressão durante um suposto assalto.

Ainda segundo a apuração, integrantes do grupo teriam realizado acessos indevidos a sistemas sigilosos da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como FBI e Interpol, para obter informações protegidas.

No mesmo dia, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.

Além das prisões, o Supremo Tribunal Federal autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de impedir a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado.

As investigações seguem em andamento e novas medidas judiciais não estão descartadas.

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Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 5 meses ago

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