MPRJ confirma medidas protetivas contra Rodrigo Meira, de Araruama, acusado de agressão e ameaça de morte

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 7 horas ago

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Rodrigo Pinheiro de Oliveira Martins, conhecido como Rodrigo Meira, filho de um ex-prefeito de Araruama, foi citado como autor em um registro de ocorrência envolvendo suspeita de violência doméstica. O caso foi registrado na 14ª Delegacia de Polícia (14ª DP), no Rio de Janeiro, para apuração de lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha.

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De acordo com o relato prestado pela denunciante à Polícia Civil, os dois foram casados por cerca de nove meses. Ela afirmou já ter se separado de Rodrigo em outubro de 2025 por causa do que descreveu como seu “jeito agressivo”. Posteriormente, o casal teria retomado o relacionamento, mas a mulher decidiu encerrá-lo novamente em janeiro de 2026.

Segundo a versão apresentada, ao tentar deixar a residência onde os dois viviam, Rodrigo teria impedido sua saída e iniciado as agressões. A mulher relatou à polícia que ele teria dito que, se ela não ficasse com ele, “não ficaria com mais ninguém”, e afirmou ainda ter sido ameaçada de morte.

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Ainda conforme o registro de ocorrência, a denunciante relatou ter recebido um soco no rosto e um golpe na cabeça, além de ter sido segurada, empurrada e ter o pulso torcido. O documento também traz relato de perseguição: segundo seu depoimento, Rodrigo sabia onde ela trabalhava e teria ido até o local persegui-la, o que a fez sentir medo e deixar o emprego.

A denunciante informou não ter filhos com Rodrigo e disse não saber se ele possui arma de fogo. Ela manifestou interesse em solicitar medidas protetivas e em representar criminalmente contra ele. Em decisão do fim de março, a Justiça já havia deferido medidas protetivas de urgência, incluindo a proibição de aproximação da vítima, de seus familiares e de testemunhas, com limite mínimo de 500 metros de distância, além da proibição de contato por qualquer meio de comunicação e de frequentar o local de trabalho da vítima.

O registro foi formalizado na 14ª DP, enquanto o documento aponta a 15ª Delegacia de Polícia como circunscrição responsável. A autoridade policial determinou a apuração dos fatos.

As acusações descritas nesta reportagem correspondem ao relato apresentado pela denunciante à Polícia Civil e ao Ministério Público, e deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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