Um dos instrutores presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), publicou anos antes um vídeo fazendo uma brincadeira envolvendo morte justamente na mesma ponte onde ocorreu o acidente fatal.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, que está preso preventivamente, divulgava frequentemente conteúdos sobre esportes radicais em suas redes sociais. Em uma publicação feita há cerca de quatro anos, ele aparece ao lado de outros instrutores arremessando um saco preto da Ponte do Esqueleto, simulando a queda de um corpo. O vídeo trazia a frase “Desovando corpo”.
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Após a morte de Maria Eduarda, internautas resgataram a gravação e passaram a criticar a publicação, classificando a brincadeira como de mau gosto. Nas redes sociais, usuários relacionaram o conteúdo à tragédia que vitimou a jovem e marcaram órgãos de investigação nos comentários.
Além de Egoroff, também estão presos os instrutores Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra. Os três foram autuados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, acusação que foi mantida após a conversão da prisão em preventiva.
Maria Eduarda morreu no último sábado (13), após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada ao equipamento de segurança. Segundo as investigações, a jovem foi empurrada para o salto sem a corda de proteção.
Nesta terça-feira (16), os três acusados foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. A transferência foi solicitada pela defesa, que alegou preocupação com a integridade física dos presos.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do acidente que causou a morte da jovem.
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