Integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP) estariam utilizando grupos de WhatsApp para comercializar armas, drogas e produtos roubados no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que afirmou manter ações permanentes de inteligência para identificar e desarticular as atividades das facções criminosas.
Segundo imagens divulgadas pela imprensa, traficantes anunciavam os produtos nos grupos como se estivessem em plataformas de venda online, compartilhando fotos, vídeos e descrições dos itens. Em uma das mensagens, um criminoso oferece um “fuzil top e preço justo”.
Entre os armamentos anunciados estavam um fuzil Parafal por R$ 165 mil, um AR-10 por R$ 80 mil e uma pistola avaliada em R$ 15 mil. Além das armas, os grupos também eram usados para negociar entorpecentes e produtos de origem ilícita, como celulares, motocicletas e automóveis.
De acordo com a Polícia Civil, o trabalho de inteligência tem como objetivo atingir as estruturas operacional, logística e financeira das organizações criminosas, além de identificar e responsabilizar seus integrantes.
As investigações também apontam que o abastecimento de armas para facções no estado envolve uma rede de fornecedores. Em julho, agentes prenderam Gilvan Firmo Margarida, conhecido como “Nego”, apontado como um dos principais responsáveis pelo fornecimento de armas e drogas ao Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Civil, ele coordenava a logística de envio de armamentos e entorpecentes do Paraguai para comunidades do Rio de Janeiro, utilizando documentos falsos para dificultar sua identificação pelas autoridades.
As investigações sobre o uso de aplicativos de mensagens por facções criminosas seguem em andamento.
VEJA TAMBÉM:
Veja o momento exato da colisão entre duas motocicletas em Araruama. VÍDEO:
