A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) investiga a denúncia de uma adolescente de 16 anos contra o cantor MC Poze, por estupro. O registro foi feito na quarta-feira (28/10). Segundo a defesa da jovem, o caso teria ocorrido no fim de setembro, na casa do artista, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. O cantor ainda não se manifestou, e a defesa dele não foi localizada. As informações são acusações apresentadas à polícia e ainda não foram comprovadas.
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O que diz a denúncia
De acordo com a advogada da jovem, Daiana Andrade, a adolescente afirma que estava sob efeito de substâncias, que teriam sido oferecidas na casa do cantor, e que não estava plenamente consciente. A defesa sustenta que ela disse expressamente que só aceitaria uma relação com preservativo, e que isso teria sido ignorado. “Consentimento não se presume”, declarou a advogada. A defesa afirma que a jovem foi vítima de estupro, ameaça e constrangimento ilegal.
Coação e ameaças
Ainda segundo o registro, dois dias depois a adolescente teria sido coagida a voltar à casa do cantor e obrigada a tomar vários remédios, enquanto ele ficava com o celular dela. A jovem relata que teria sido ameaçada de que alguém “a faria desaparecer” se não tomasse os medicamentos. A advogada diz que a defesa tem um vídeo com a voz do cantor, em que ele pede que a jovem vá à casa dele, e que a adolescente afirma que precisava fazer exames. O vídeo não foi divulgado, e o portal não teve acesso a ele.
Perícia e medidas protetivas
A adolescente foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais. A defesa dela pediu à Justiça medidas protetivas contra o cantor.
O que diz a polícia
Em nota, a Polícia Civil informou que os citados serão intimados a prestar esclarecimentos na delegacia especializada e que diligências estão em andamento para apurar todos os fatos.
Como pedir ajuda
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados, de forma anônima, pelo Disque 100. Em caso de emergência, ligue 190.
O cantor é investigado, não foi condenado, e tem direito à presunção de inocência. O espaço segue aberto para esclarecimentos e atualizações sobre o caso, inclusive para a manifestação da defesa dele.
