A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), uma operação contra uma quadrilha especializada em roubos a mansões na Zona Sul da capital. A ação é conduzida por agentes da 15ª DP (Gávea), que cumprem quatro mandados de prisão no Morro do Andaraí.
Até a última atualização, um dos alvos da operação morreu após trocar tiros com os policiais.
Segundo as investigações, a organização criminosa é responsável por invadir residências de alto padrão nos bairros da Gávea, São Conrado e Jardim Botânico. De acordo com a delegada Daniela Terra, pelo menos sete imóveis foram alvo do grupo desde fevereiro deste ano.
“Eram muito agressivos, batiam muito nas vítimas”, afirmou a delegada.
O suspeito morto foi identificado como Vitor Santana dos Reis, apontado como integrante do braço financeiro da quadrilha. Os demais alvos são Diogo Vinicius Almeida, conhecido como DG, apontado como um dos invasores das residências; Robson Matheus da Silva, responsável por dirigir os veículos utilizados nos crimes; e Victor Hugo Brito Barbosa, investigado por atuar como batedor de motocicleta.
Segundo a Polícia Civil, outros dez integrantes do mesmo grupo já haviam sido presos em operações anteriores.
“Hoje nós podemos afirmar que desmantelamos a maior quadrilha de roubo a residências do Rio de Janeiro”, declarou Daniela Terra.
Divisão de funções
As investigações apontaram que os criminosos saíam de uma base no Morro do Andaraí em um carro clonado e fortemente armados, já com o imóvel escolhido para o assalto.
A quadrilha possuía funções bem definidas entre os integrantes. Havia os “batedores”, responsáveis por monitorar o patrulhamento e escolher os alvos; os motoristas, que transportavam o grupo; os “puladores”, encarregados de invadir as residências; e os chamados “homens do PIX”, que obrigavam as vítimas a realizar transferências bancárias de altos valores.
Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram um dos roubos, ocorrido na madrugada de 19 de março, em uma casa na Rua Graça Couto, na Gávea. Nas gravações, criminosos encapuzados invadem o imóvel e roubam joias e dinheiro.
Ainda conforme a investigação, o líder da organização criminosa é Márcio de Oliveira Lourenço, conhecido como Bebel. Apesar de estar preso, ele continuava coordenando os roubos de dentro da cadeia e escolhia as residências que seriam atacadas.
Segundo a Polícia Civil, Bebel já foi colocado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e deverá ser transferido para um presídio federal.
A operação conta com apoio da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF), da Secretaria Estadual de Segurança Pública, além de outras unidades da Polícia Civil e da Prefeitura do Rio.
