A Polícia Federal, com apoio do FBI e outras agências americanas, deflagrou nesta quarta-feira (30) a Operação Fantasos, que investiga um esquema fraudulento com criptomoedas que teria movimentado cerca de R$ 295 milhões entre 2016 e 2018. A ação cumpre 11 mandados de prisão no estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Petrópolis e Angra dos Reis.
Segundo a PF, o grupo atuava com um modelo de esquema Ponzi, em que não há um investimento real: os “lucros” dos investidores mais antigos são pagos com o dinheiro de novos aportes. A operação lesou vítimas no Brasil e no exterior, configurando crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.
Além dos mandados de prisão, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores até o montante de R$ 1,6 bilhão, numa tentativa de recuperar parte dos prejuízos gerados pela organização.
As investigações contaram com o apoio direto de agências americanas como o FBI (Federal Bureau of Investigation), o HSI (Homeland Security Investigations) e o IRS-CI (Internal Revenue Service Criminal Investigation).
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De acordo com a PF, a ação desta quarta-feira visa reforçar a investigação, identificar outros envolvidos e bloquear bens adquiridos com recursos obtidos de forma ilícita.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) explica que, diferentemente das pirâmides financeiras, o esquema Ponzi não exige que os participantes atraiam novos investidores. Ainda assim, a estrutura colapsa quando os aportes param, pois não há atividade financeira legítima sustentando os pagamentos prometidos.
As autoridades continuam o trabalho para responsabilizar os envolvidos e rastrear ativos que possam ser devolvidos às vítimas.
