O pastor Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior, foi condenado novamente por lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Plata. Com a nova decisão, as penas acumuladas contra ele chegam a 98 anos, 1 mês e 25 dias de reclusão.
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A sentença foi obtida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e proferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim). Ao todo, seis réus foram condenados por participação em um esquema de ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.
Segundo as investigações, o grupo utilizava imóveis, fazendas, veículos, estabelecimentos comerciais e igrejas evangélicas para esconder a origem ilícita do dinheiro. De acordo com o MPRN, Pastor Júnior e a esposa abriram pelo menos sete igrejas no Rio Grande do Norte e em São Paulo, algumas delas alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação.
Nesta ação penal, o pastor foi condenado por nove atos de lavagem de dinheiro, recebendo pena de 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado. Antes dessa decisão, ele já acumulava condenações que totalizavam 91 anos, 4 meses e 5 dias.
O Ministério Público afirma que Geraldo atuava como intermediário financeiro e de comunicação para o irmão, Valdeci Alves dos Santos, coordenando movimentações de dinheiro, depósitos fracionados e aquisições de imóveis registrados em nome de terceiros.
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As investigações apontam ainda que familiares e pessoas próximas eram utilizados como “laranjas” para comprar, registrar e transferir bens, com o objetivo de ocultar a verdadeira propriedade do patrimônio e dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes do tráfico de drogas.
Além de Pastor Júnior, Valdeci Alves dos Santos também foi condenado por lavagem de dinheiro. Outros quatro réus receberam penas por lavagem de capitais e associação criminosa, enquanto quatro acusados foram absolvidos.
A decisão também determinou a perda dos bens, direitos e valores vinculados aos condenados em favor da União e autorizou a venda antecipada dos bens sequestrados durante a investigação. Apesar das condenações, a Justiça concedeu aos réus o direito de recorrer em liberdade.
Segundo o Ministério Público, a Operação Plata investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que utilizava uma rede de operadores para fracionar depósitos, movimentar recursos e ocultar patrimônio obtido com o tráfico de drogas. As investigações reuniram relatórios patrimoniais, quebras de sigilo bancário e fiscal, interceptações telefônicas e provas obtidas em buscas e apreensões.
