Um padre que vinha atuando na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Saquarema, teve o exercício das ordens sacerdotais suspenso após a repercussão de denúncias divulgadas em uma carta aberta e destacadas em reportagem da revista Veja.
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As acusações envolvem o sacerdote Ademar Ermilindo Pimenta e relatam supostos constrangimentos, intimidações e comportamentos considerados inadequados envolvendo crianças e jovens ligados à comunidade católica.
A carta foi publicada nas redes sociais por Laura Gabriela no dia 29 de maio. No documento, ela afirma que autoridades religiosas já teriam sido informadas anteriormente sobre relatos considerados graves envolvendo o religioso. Entre as alegações estão humilhações públicas, abordagens invasivas, comentários considerados impróprios e atitudes apontadas como incompatíveis com a função pastoral.
Segundo a autora, muitos dos relatos teriam partido de crianças e jovens que atuam como coroinhas e servidores do altar. Ela afirma ainda que alguns testemunhos descrevem situações de desconforto durante homilias, atividades pastorais e momentos de acompanhamento espiritual.
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A repercussão aumentou após uma nova manifestação de Laura nas redes sociais, na qual criticou a participação do sacerdote em celebrações de Corpus Christi, mesmo diante das denúncias que já circulavam entre fiéis.
Diante da repercussão, a Arquidiocese de Niterói divulgou nota oficial informando que o padre não exerce ofício eclesiástico desde abril de 2019 e residia em Saquarema, colaborando eventualmente com a paróquia local mediante convite.
Ainda segundo a Arquidiocese, após tomar conhecimento das manifestações públicas e das informações encaminhadas à Cúria Metropolitana, foi determinada a suspensão do sacerdote do exercício das ordens sacerdotais.
Até o momento, não há informações sobre investigação policial, denúncia formal ao Ministério Público ou decisão judicial relacionada às acusações. O sacerdote não havia se manifestado publicamente sobre o caso até a última atualização.
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