Cinco pessoas foram presas em flagrante nesta quinta-feira (30) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ligado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, contra a nova cúpula do jogo do bicho no estado.
Segundo o Gaeco, o grupo criminoso seria chefiado por Marcos Paulo Moreira da Silva, conhecido como Marquinho Sem Cérebro, que já está preso. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de prisão nos bairros de Bangu, Senador Camará, Realengo, Recreio dos Bandeirantes e Marechal Hermes, nas zonas Oeste e Norte da capital. Durante a ação, agentes apreenderam máquinas de caça-níqueis e equipamentos utilizados em bingos clandestinos.
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De acordo com o Ministério Público, a operação teve como objetivo reunir provas e apreender documentos relacionados a crimes como exploração de jogos de azar, organização criminosa, lavagem de dinheiro e homicídio.
Ex-fuzileiro naval, Marquinho teria ganhado espaço na contravenção como líder do braço armado da quadrilha do bicheiro Fernando Iggnácio, morto a tiros em 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes. Neste mês, ele foi condenado a 22 anos de prisão por um homicídio ocorrido em 2011, em Bangu.
Segundo a denúncia do MPRJ, a vítima, Antônio Marcos Duarte Barros, foi atraída ao local sob o pretexto de realizar uma entrega de botijões de gás e acabou morta a tiros. A investigação aponta que o crime ocorreu em meio a uma disputa pelo controle do comércio de gás na região.
Ainda de acordo com os promotores, o grupo passou a atuar com maior protagonismo na exploração do jogo ilegal em Bangu e estaria envolvido também com lavagem de dinheiro e uma série de homicídios registrados na região a partir de 2021.
