Operação da PF que mirou irmão do prefeito de Macaé pode ter sofrido vazamento. Entenda:

Por Redator CIC7 - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

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A Polícia Federal apura um possível vazamento prévio da Operação Nova Capistrum, deflagrada nesta terça-feira (2), que investiga um esquema de interferência política envolvendo milícias, facções do tráfico, empresários e agentes públicos em Macaé, no Norte Fluminense. A suspeita de que investigados teriam sido alertados sobre a ação se tornou o principal desdobramento da ofensiva.

Segundo informações sigilosas analisadas pela PF e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), políticos e articuladores ligados ao núcleo investigado teriam recebido, cerca de uma semana antes da operação, orientações para trocar aparelhos celulares e alterar rotinas. Há indícios de que alguns alvos não apenas substituíram os dispositivos, como também passaram a utilizar números novos, o que reforça a hipótese de vazamento prévio. A movimentação atípica levantou suspeitas de tentativa de ocultar provas e dificultar rastreamentos, levando os investigadores a concentrar esforços em identificar a origem do possível alerta.

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A Operação Nova Capistrum cumpriu 21 mandados de busca e apreensão — 16 em Macaé e 5 na Paraíba — mirando empresários, servidores e figuras com forte influência política e territorial. Dois dos alvos mais relevantes foram o ex-presidente da Câmara e atual líder de governo, conhecido como Cesinha, e Márcio Rezende, irmão do prefeito Welberth Rezende.

As investigações apontam que o grupo investigado teria estruturado um esquema capaz de coagir eleitores, financiar ilegalmente campanhas e lavar dinheiro por meio de empresas contratadas pela Prefeitura e pela Câmara Municipal. Relatórios do COAF indicam movimentações financeiras que somam centenas de milhões de reais.

A PF também identificou o uso de gatonets, distribuidoras irregulares de gás e empresas registradas no Rio e na Paraíba para movimentar recursos ilícitos, abastecer campanhas e dar suporte territorial a candidatos apoiados por facções e grupos paramilitares.

Na Paraíba, agentes federais cumpriram mandados em um condomínio de luxo em Intermares, em Cabedelo, e em endereços na área central de João Pessoa. Segundo os investigadores, as diligências estão diretamente ligadas ao núcleo de Macaé, indicando ramificação interestadual do esquema.

O MPRJ e a Polícia Federal não confirmam oficialmente o vazamento, mas tratam o episódio como um ponto sensível da investigação. A apuração seguirá para determinar se houve quebra de sigilo processual e quem pode ter participado da suposta antecipação de informações.

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Publicado há 6 meses ago

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