A Polícia Civil indiciou a yalorixá Thayane Alves de Maria e o marido, Gabriel da Mota Pimentel Dalia, pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos, que sofreu queimaduras em 65% do corpo durante uma cerimônia realizada em um terreiro de candomblé, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
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Caroline permaneceu internada por quase um mês no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 9 de julho.
De acordo com a 33ª DP (Realengo), o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça com o indiciamento do casal por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Segundo a investigação, os dois utilizaram uma substância altamente inflamável em um recipiente que já continha material combustível e uma fonte de ignição, provocando uma explosão durante o ritual.
Imagens analisadas pela polícia mostram Gabriel despejando etanol em uma cumbuca que já estava em chamas. Segundos depois, ocorre a explosão que atingiu Caroline.
Testemunhas afirmaram que o homem não prestou socorro imediato à vítima. Já o proprietário do terreiro declarou que não foi informado previamente sobre o uso de materiais inflamáveis e que Gabriel chegou a ser alertado para não utilizar o combustível.
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A irmã da vítima informou à polícia que Caroline relatou, ainda no hospital, que não sabia que haveria fogo durante a cerimônia e contou que precisou usar um lençol para tentar apagar as chamas que consumiam seu corpo.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que as queimaduras foram a causa da morte. A investigação também aponta uma suposta tentativa de eliminação de provas, circunstância que segue sendo apurada pelas autoridades.
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