Moradores dos complexos da Penha e do Alemão realizaram, nesta quarta-feira (29), um protesto contra a megaoperação policial que terminou com 121 mortos e 113 presos nas comunidades da Zona Norte do Rio.
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Por volta das 17h, o grupo — formado em grande parte por motociclistas — se concentrou em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul, onde o governador Cláudio Castro participava de uma reunião emergencial com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O ato durou cerca de duas horas e depois seguiu em direção ao Centro, pela Rua Primeiro de Março.
De acordo com o Centro de Operações do Rio (COR), o protesto ocupou uma faixa da Rua Pinheiro Machado, causando retenções no sentido Túnel Santa Bárbara e também no sentido Praia de Botafogo. Imagens mostram dezenas de motociclistas passando pela Avenida Brasil, alguns carregando bandeiras do Brasil e cartazes com pedidos de justiça.
Em coletiva, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, informou que 63 corpos foram encontrados em áreas de mata e levados à Praça São Lucas, na Penha, durante a manhã. O balanço oficial aponta ainda 54 suspeitos e quatro policiais mortos. Com 121 mortos, a operação desta terça-feira (28) se tornou a mais letal da história do Brasil, superando o massacre do Carandiru.
Além dos mortos, 113 pessoas foram presas — sendo 33 de outros estados — e 10 adolescentes apreendidos. As forças de segurança apreenderam 91 fuzis, 26 pistolas, um revólver, 14 artefatos explosivos, centenas de cartuchos e grande quantidade de drogas.
