A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) intensificou as buscas por Maria Luiza da Silva Araujo Lopes, conhecida como “Malu Navalha”, considerada foragida da Justiça e alvo de um mandado de prisão preventiva. Segundo as investigações, ela integrava o braço de cobrança de uma organização criminosa envolvida com agiotagem e extorsão.
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A ação para localizar a investigada faz parte de uma megaoperação deflagrada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) nesta quinta-feira (11). A operação mira uma rede com atuação no Distrito Federal, Goiás e Tocantins, suspeita de praticar agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PCDF, o grupo cobrava juros de até 20% ao mês e mantinha uma estrutura destinada a pressionar e intimidar pessoas que não conseguiam quitar as dívidas.
Maria Luiza é apontada pelos investigadores como integrante desse braço coercitivo. Segundo a polícia, ela participava das cobranças e de ameaças contra devedores que atrasavam os pagamentos.
Investigação começou após morte de comerciante
O caso ganhou força em março de 2025, após a morte de um comerciante de 68 anos que trabalhava na Feira dos Goianos, em Taguatinga. Segundo as investigações, ele teria sido submetido a intenso estrangulamento financeiro e pressão psicológica por parte do grupo.
O comerciante utilizava contas de parentes para negociar parcelas diárias e tentar manter o negócio. Após a morte dele, os investigadores afirmam que integrantes do grupo passaram a ameaçar a filha do homem para obrigá-la a assumir e quitar as dívidas da família.
As investigações também apontaram a existência de um braço de segurança e intimidação dentro da organização, que teria contado com o apoio de um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás.
Justiça determina prisões e bloqueio de R$ 10 milhões
Durante a operação, a Justiça expediu 12 mandados de prisão preventiva, além de autorizar buscas e apreensões em diferentes cidades.
Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em contas relacionadas aos investigados.
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Segundo a PCDF, os envolvidos são investigados pelos crimes de usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação.
Maria Luiza continua sendo procurada. A Polícia Civil informou que informações que possam ajudar a localizar a investigada podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia da corporação.
