Loja de capinhas movimentou R$ 50 milhões e é apontada como empresa de fachada para lavar dinheiro do tráfico, diz polícia

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 2 horas ago

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Uma loja de capinhas para celular que declarou capital social de apenas R$ 50 mil é apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) como empresa de fachada utilizada para lavar dinheiro de facções criminosas. Segundo as investigações, o estabelecimento movimentou quase R$ 50 milhões em apenas dois anos.

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A proprietária da Babe Shopee Cell, Bárbara Luzia Souza de Carvalho, foi presa nesta quarta-feira (15) durante a Operação Hawala, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo MPRJ. Outras nove pessoas também foram presas, entre elas os irmãos libaneses Reda, Yasser e Kassem Zayoun, apontados como responsáveis pela expansão interestadual e internacional da estrutura financeira do esquema.

De acordo com a força-tarefa, a organização movimentou mais de R$ 100 milhões em três anos, ocultando recursos provenientes principalmente do Terceiro Comando Puro (TCP), além de valores ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações apontam que o grupo utilizava diversas empresas de fachada para dar aparência legal ao dinheiro obtido com atividades criminosas, incluindo a venda de produtos falsificados e de eletrônicos roubados. Também eram realizados depósitos fracionados em dinheiro vivo, prática conhecida como smurfing, para dificultar a identificação das movimentações financeiras.

Durante a operação, agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio da Core e do Gaeco/MPRJ, cumpriram 37 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

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A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros, a indisponibilidade de bens e de participações societárias dos investigados. Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas pelos crimes investigados e passaram à condição de rés após a denúncia ser aceita pela Justiça.

As investigações ainda apuram uma possível relação comercial entre uma empresa ligada ao grupo e um cidadão egípcio investigado pelos Estados Unidos por suposta ligação com a organização terrorista Al-Qaeda. Segundo a Polícia Civil, essa informação ainda está em fase de apuração e não há confirmação de vínculo direto.

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