Jovem que furtou apartamento na Gávea integra rede nacional de adolescentes especializada em invasões a imóveis de luxo

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

Compartilhar no WhatsApp

Uma rede criminosa formada por adolescentes tem se especializado em furtos a apartamentos de alto padrão em diversas regiões do Brasil. As investigações, conduzidas pelas polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo, identificaram vários dos envolvidos nas ações, que atuam com planejamento e discrição.

🚨 Clique aqui para fazer parte do nosso grupo de whatsapp e receber todas as notícias da cidade em primeira mão!

Segundo as corporações, os jovens, com idades entre 16 e 24 anos, são recrutados em bairros como Cambuci e Brás, na capital paulista, e passam por um processo de “formação” antes de serem enviados para outros estados, como Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.

No Rio, um adolescente de 15 anos foi identificado como o autor de um furto ocorrido no último sábado (4) em um apartamento na Gávea, Zona Sul, com prejuízo estimado em mais de R$ 650 mil. A 15ª DP (Gávea) apurou que o mesmo jovem já havia tentado, em janeiro, invadir outro imóvel no Jardim Botânico.

O grupo age preferencialmente em bairros nobres e em períodos de feriados prolongados ou férias, quando os imóveis estão vazios. “Eles se hospedam próximos aos locais, se vestem bem e evitam levantar suspeitas. Costumam entrar nos prédios alegando visitar parentes e utilizam ferramentas simples, como chaves de fenda, para abrir portas”, explicou a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP.

Os criminosos agem em duplas ou trios, subindo até os últimos andares e descendo pelas escadas para identificar apartamentos desocupados. Levam principalmente joias, dinheiro e bolsas de grife, evitando eletrônicos pela facilidade de rastreamento.

De acordo com o delegado Fábio Sandrin, da 4ª Delegacia de Investigação sobre Furtos e Roubos a Condomínios, há uma verdadeira “escola do crime”. “Os mais velhos ensinam os mais novos, e a impunidade mantém o ciclo. Muitos são apreendidos e logo liberados”, disse.

Os bens furtados, como relógios de luxo e acessórios, são vendidos a receptadores em comunidades ou a outras quadrilhas. Antes de agir, os adolescentes observam hábitos e ostentações das vítimas nas redes sociais, além de obter informações com vizinhos e porteiros.

A Polícia Civil reforça que a prevenção é essencial e orienta que moradores evitem divulgar viagens ou rotinas, especialmente em feriados, e mantenham contato frequente com a portaria.

Compartilhar no WhatsApp

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 6 meses ago

Compartilhe nas redes sociais:

Escolha sua cidade

Fique por dentro de todas as notícias pelo WhatsApp!

Nosso grupo te da acesso exclusivo as noticias mais recentes sobre a sua cidade, acesse e fique por dentro das noticias mais recentes que acontecem no dia a dia.

Usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação.