O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça um homem acusado de matar a companheira após atear fogo no corpo dela durante uma discussão em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. A vítima sofreu queimaduras em cerca de 52% do corpo, permaneceu internada por sete dias e morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos.
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A denúncia foi apresentada nesta terça-feira (4) pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Oeste e Jacarepaguá. O acusado responderá por feminicídio qualificado, com agravantes pelo uso de fogo e por motivo considerado fútil.
Segundo o MPRJ, o relacionamento era marcado por episódios de violência, agressões físicas, controle, ciúmes excessivos e pressão psicológica. A investigação aponta que, antes do ataque, o casal discutiu dentro da residência.
Uma testemunha relatou ter ouvido gritos de socorro e sons de agressões antes de o homem sair do imóvel afirmando que a companheira estava “pegando fogo”. Para os investigadores, as provas reunidas descartam a versão inicial de que a própria vítima teria provocado as queimaduras.
A Promotoria também destacou contradições apresentadas pelo acusado durante a investigação e uma suposta tentativa de utilizar o celular da vítima enquanto ela ainda estava internada, com o objetivo de interferir na apuração do caso.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva do denunciado e reforçou que o crime possui características claras de violência doméstica e feminicídio.
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O caso ocorreu em 7 de setembro de 2025. Conforme a investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), após colocar fogo na companheira, o homem deixou o local sem prestar socorro. A vítima foi levada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge por familiares, mas não resistiu.
Após a morte da mulher, o investigado ainda teria enviado mensagens com ameaças à mãe da vítima, uma das principais testemunhas do caso, sendo preso também por suspeita de coação no curso do processo. A Polícia Civil informou que ele possui antecedente por tentativa de homicídio, registrado em Nova Iguaçu, em 2002.
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