Um homem identificado como Igor Onorato foi baleado na quinta-feira (16) após tentar assaltar um policial civil em um restaurante de Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a Polícia Civil, Igor já havia cometido 14 crimes no mesmo dia, a maioria envolvendo o roubo de correntes e alianças de ouro, e se preparava para praticar o 15º assalto.
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O suspeito, que usava um colete à prova de balas, entrou no restaurante disfarçado de entregador, aparentemente inicialmente sem intenção de atacar, mas logo sacou uma arma e efetuou disparos. Um dos clientes, que é policial civil, reagiu, e o assaltante foi atingido quatro vezes, aguardando socorro no local. O enteado do policial também foi atingido na perna durante a ação. Um comparsa do suspeito conseguiu fugir em uma motocicleta e ainda não foi localizado.
Imagens de câmeras de segurança mostram Igor entrando no restaurante, fazendo perguntas e tentando passar despercebido, antes de sacar a arma. Em outras gravações, ele aparece abordando mulheres na rua, exigindo correntes de ouro e fugindo rapidamente.
Durante a investigação, a polícia recuperou com Igor 14 alianças, correntes, pulseiras, um relógio e dinheiro. Os crimes ocorreram ao longo do dia, desde a manhã, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, seguindo por diferentes bairros até chegar a Osasco.
O crescimento desse tipo de crime é significativo: de janeiro a agosto de 2025, 2.847 alianças foram roubadas na capital paulista, um aumento de 73% em relação ao mesmo período de 2024 — o que equivale a um roubo a cada duas horas.
Na mesma quinta-feira, a Polícia Civil deflagrou uma megaoperação contra quadrilhas especializadas em roubo de joias, envolvendo mais de 170 policiais, 36 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão. A comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul, foi identificada como base de atuação dessas quadrilhas, que funcionavam em cadeia: ladrões roubavam, intermediários recebiam os itens e revendiam joias e eletrônicos, muitas vezes para fora do país.
Durante a operação, Guilherme Heisenberg da Silva Nogueira, conhecido como Bronx, foi morto ao reagir à prisão e atirar contra os agentes, sendo apontado como um dos principais articuladores do esquema de receptação e fornecimento de armas.
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) ressaltou que o objetivo da ação é romper a cadeia criminosa que atua de forma estruturada em toda a cidade, envolvendo roubo, receptação e tráfico de armas.
