Hackers invadem sistema do CNJ e quatro presos saem pela porta da frente de presídio

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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Em um episódio sem precedentes, quatro detentos conseguiram deixar o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, no último sábado (20), utilizando alvarás de soltura fraudulentos. O grupo havia sido preso justamente no dia 10 de dezembro sob suspeita de integrar uma organização criminosa especializada em invadir sistemas do Judiciário e manipular dados oficiais.

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Os criminosos utilizaram a mesma perícia que os levou à prisão para garantir a própria liberdade: a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até o momento, apenas um dos detentos foi recapturado, enquanto três permanecem foragidos.

Segundo as investigações, o grupo utilizou credenciais (logins e senhas) de juízes para acessar o sistema. Com esse acesso, os hackers conseguiram:

  • Emitir ordens de soltura falsas;
  • Tentar desbloquear valores retidos pela Justiça;
  • Simular a liberação de veículos apreendidos;
  • Alterar mandados de prisão para evitar novos cumprimentos.

O CNJ afirmou em nota que não houve falha estrutural ou invasão técnica no sistema, mas sim o uso indevido de credenciais verdadeiras. O órgão informou que todas as decisões falsas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas.

A polícia busca os três homens que ainda não foram localizados:

  • Ricardo Lopes de Araujo: Reincidente, com passagens pelo sistema desde 2016.
  • Wanderson Henrique Lucena Salomão: Possui três passagens pelo sistema prisional.
  • Nikolas Henrique de Paiva Silva: Estava em sua primeira passagem pelo sistema.

O quarto homem, Júnio Cezar Souza Silva, foi recapturado na noite de segunda-feira (22).

Diante da gravidade do ocorrido, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou que o estado passará a atrasar o cumprimento de novas ordens de soltura. A medida visa garantir tempo hábil para checar manualmente a autenticidade de cada decisão judicial junto aos tribunais antes que qualquer detento seja liberado.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou que todos os alvarás forjados já foram anulados e os mandados de prisão originais restabelecidos. O caso segue sob investigação da Secretaria de Segurança Pública e do Judiciário.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 9 meses ago

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