O adolescente responsável pelo ataque a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, ocorrido em 25 de novembro de 2022, já está em liberdade após cumprir a medida socioeducativa máxima prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Na época do crime, o jovem tinha 16 anos. Armado, ele invadiu duas unidades de ensino do município e abriu fogo contra estudantes e funcionários. O ataque deixou quatro pessoas mortas — três professoras e uma aluna de 12 anos — além de outras 12 pessoas feridas.
Após ser apreendido, o adolescente foi submetido a internação socioeducativa, considerada a medida mais rígida prevista pelo ECA para menores que cometem atos infracionais. Pela legislação brasileira, o período máximo de internação é de três anos, independentemente da gravidade do ato.
O jovem permaneceu internado até dezembro de 2025, quando foi colocado em liberdade após cumprir integralmente o tempo determinado pela Justiça.
Atualmente, ele está submetido ao regime de liberdade assistida, uma medida que prevê acompanhamento por profissionais e órgãos responsáveis, com monitoramento de sua reintegração social. Esse acompanhamento deve seguir até que ele complete 21 anos.
O caso teve grande repercussão nacional pela violência do ataque e voltou a gerar debate nas redes sociais sobre os limites das medidas socioeducativas previstas na legislação brasileira para crimes cometidos por menores de idade.
