Bilhetes escondidos em caixa de esgoto de presídio há sete anos levaram à prisão de Deolane Bezerra por suspeita de lavar dinheiro do PCC

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 45 minutos ago

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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, com mais de 21 milhões de seguidores nas redes sociais, foi presa nesta quinta-feira (21) na Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça bloqueou R$ 27 milhões em bens e valores atribuídos a ela.

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A investigação teve origem em bilhetes e manuscritos apreendidos em julho de 2019 em celas e na caixa de esgoto de um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Os documentos continham ordens internas da facção, contatos com o alto escalão do PCC e referências a ataques planejados contra servidores públicos. Entre os textos, havia menções a uma “mulher da transportadora”, apontada como responsável por levantar endereços de agentes públicos para viabilizar os ataques.

As investigações identificaram uma transportadora de cargas usada como empresa de fachada para lavar dinheiro do PCC. Segundo a polícia, recursos eram repassados para outras contas para dificultar o rastreio — duas delas em nome de Deolane. Em 2021, a apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador central do esquema, revelou depósitos para contas da influenciadora e abriu uma nova frente investigativa.

Segundo os investigadores, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil — prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento financeiro. As investigações também identificaram quase 50 depósitos em duas empresas ligadas a ela, totalizando R$ 716 mil, sem comprovação de prestação de serviços compatível com os valores.

A operação também tinha mandado de prisão contra Marcola, líder do PCC já preso, e mira familiares seus, incluindo um sobrinho que estaria na Bolívia e uma sobrinha foragida na Espanha. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, bloqueios financeiros de R$ 357,5 milhões e apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.

O advogado de Deolane afirmou estar se “inteirando dos fatos”.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 45 minutos ago

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