Facções criminosas e milícias vêm ampliando o controle clandestino sobre serviços de internet no estado do Rio de Janeiro, e o avanço já atinge municípios da Região dos Lagos como Cabo Frio, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Iguaba Grande, Araruama e Saquarema.
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Segundo levantamento divulgado pelo jornal Extra, criminosos passaram a controlar a venda de sinal de internet em áreas dominadas, impedindo que operadoras legalizadas realizem manutenção, instalem equipamentos ou ampliem serviços sem autorização.
Em muitos casos, os próprios grupos criminosos oferecem internet clandestina aos moradores ou cobram taxas das empresas para permitir atuação nas regiões. Há relatos de ameaças, extorsões, ataques a veículos e proibição da entrada de equipes técnicas.
De acordo com a investigação, o esquema já foi identificado em pelo menos 37 dos 92 municípios fluminenses.
O delegado Pedro Brasil, titular da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), afirmou que o principal problema é o domínio territorial exercido pelas organizações criminosas.
“Eles monopolizam os serviços e produtos e passam a atuar em todos os locais que dominam. Não é só internet, mas também venda de gás, carvão e gelo”, afirmou.
Empresários do setor relataram que determinadas áreas da Região dos Lagos já se tornaram praticamente inacessíveis para equipes técnicas devido ao risco de ataques.
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Segundo a apuração, o modelo criminoso, inicialmente associado à milícia, também passou a ser adotado por facções do tráfico, principalmente o Comando Vermelho. Em alguns casos, os criminosos criam empresas usando “laranjas” para operar formalmente o serviço.
Dados do Disque-Denúncia mostram aumento nas denúncias relacionadas à exploração clandestina de internet e TV a cabo no estado. Em 2025, foram mais de 2 mil registros envolvendo esse tipo de prática.
Diante do avanço do problema, o governo do estado apresentou ao Supremo Tribunal Federal um Plano de Reocupação Territorial para tentar combater o domínio criminoso sobre serviços essenciais em comunidades do estado.
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