Cinco mulheres denunciam ginecologista por abuso durante consultas; médico está proibido de exercer a profissão

Por Vitor Lobo - Rio Janeiro

Publicado há 43 minutos ago

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Um ginecologista de 71 anos está sendo investigado após ser acusado por cinco mulheres de cometer abusos sexuais durante atendimentos médicos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. As denúncias foram registradas em diferentes delegacias entre 2015 e 2026 e deram origem a uma investigação da Polícia Civil.

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Segundo os relatos, os episódios teriam ocorrido durante exames ginecológicos e preventivos. As pacientes afirmam que se sentiram constrangidas e desconfortáveis com a conduta do médico, identificando posteriormente que os procedimentos realizados estariam fora dos padrões esperados para esse tipo de atendimento.

Uma das denunciantes relatou que saiu da consulta em estado de choque e chegou a enviar uma mensagem para a mãe afirmando acreditar ter sido vítima de abuso. Outra paciente afirmou que sofreu toques considerados inadequados e que o médico teria se aproximado fisicamente de maneira incompatível com o procedimento realizado.

De acordo com a investigação, os depoimentos apresentam semelhanças. As mulheres relatam aproximações físicas inoportunas, toques íntimos considerados desnecessários e comportamentos que não teriam relação com os exames médicos.

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A delegada Vanessa Martins, responsável pelo caso, afirmou que a apuração identificou indícios de condutas incompatíveis com o padrão esperado para atendimentos ginecológicos. Segundo ela, foram constatados relatos de aproximações inadequadas, comentários de conotação sexual e procedimentos considerados injustificáveis durante as consultas.

Durante depoimento prestado neste ano, o médico admitiu já ter sido alvo de acusações semelhantes anteriormente. Conforme registrado na investigação, ele afirmou que profissionais da ginecologia costumam enfrentar esse tipo de situação ao longo da carreira.

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva do investigado, mas o pedido foi negado pela Justiça. Na decisão, a magistrada considerou a idade do médico e determinou medidas cautelares, incluindo a proibição de exercer a medicina e a obrigação de comparecimento periódico à Justiça.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que apresentou denúncia criminal contra o médico em março deste ano pelo crime de violação sexual mediante fraude.

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), o registro profissional do médico aparece suspenso no sistema de consulta da entidade. O órgão informou que acompanha o caso dentro dos limites legais e dos procedimentos que tramitam sob sigilo.

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