Apontado como um dos criminosos mais antigos e influentes do Comando Vermelho, Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, lucrava diretamente com roubos de veículos praticados por integrantes de sua quadrilha no Centro e na Zona Sul do Rio de Janeiro.
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Segundo investigações, a cada assalto realizado pelo grupo, um percentual era destinado ao traficante, que também recebia entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por cada veículo roubado e posteriormente clonado dentro do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa.
Jiló, de 55 anos, acumulava 135 anotações criminais e possuía ao menos oito mandados de prisão em aberto. Ele foi morto na manhã desta quarta-feira (18), durante uma operação da Polícia Militar na comunidade. Além dele, outros seis suspeitos morreram na ação.
A ofensiva teve reflexos imediatos na região do Rio Comprido, onde criminosos incendiaram ônibus e bloquearam vias importantes, provocando caos e interrompendo o tráfego.
Quadrilha atuava em várias regiões
De acordo com a Polícia Civil, o grupo comandado por Jiló realizava roubos em bairros como Praça da Bandeira, Tijuca, Santa Teresa, Botafogo, Lagoa, Humaitá e Laranjeiras.
Clique no link e veja como ele morreu. Vídeo: https://www.cic7noticias.com/casos-de-policia/cena-sangrenta-video-mostra-casa-coberta-de-sangue-onde-jilo-dos-prazeres-e-outros-6-morreram-familiares-afirmam-que-criminosos-foram-mortas-a-facadas-veja/
Após os crimes, os veículos eram levados para a comunidade, onde passavam por adulteração e clonagem. Peças também eram desmontadas e vendidas ilegalmente.

Além disso, o criminoso permitia a atuação de comparsas em roubos de celulares e mantinha controle sobre atividades ilícitas dentro da comunidade, incluindo construções irregulares.
Ligação com crimes na Lapa e execução de turista
As investigações também apontam conexões com o tráfico na região da Lapa, onde criminosos ligados à facção expandiam a venda de drogas e praticavam torturas contra dependentes químicos.
Jiló ainda é apontado como um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, após o estrangeiro entrar por engano na comunidade.
A ocorrência segue em desdobramento, e novas informações podem surgir a partir das investigações em andamento.
