Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, foi preso nesta terça-feira na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, durante uma ação conjunta da Polícia Federal com a força boliviana de combate ao narcotráfico.
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Foragido há seis anos, Palermo estava na lista dos criminosos mais procurados do país. Ele havia deixado o presídio de segurança máxima de Campo Grande em abril de 2020 após conseguir prisão domiciliar por meio de um habeas corpus concedido em menos de 40 minutos pelo então desembargador Divoncir Maran. Horas depois de ser liberado, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.
Condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo possui um longo histórico criminal. Em 2000, participou do sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp após a aeronave decolar de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba. O avião foi forçado a pousar no Paraná, onde criminosos roubaram cerca de R$ 5,5 milhões em malotes bancários.
Além disso, Palermo também foi apontado como um dos líderes de um esquema internacional de tráfico de drogas investigado na Operação All In, da Polícia Federal. Segundo as investigações, cocaína saía da Bolívia em aviões até Mato Grosso do Sul e depois era distribuída para outros estados em caminhões.
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A prisão aconteceu após novas repercussões sobre o caso envolvendo sua soltura, exibidas recentemente em reportagem televisiva. A expectativa é que o criminoso seja expulso da Bolívia e transferido novamente para o sistema prisional brasileiro.
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