Bombeira Civil é presa por torturar e abandonar filhas de 1 e 8 anos em Nova Iguaçu

Por Cic7 Redação - Rio Janeiro

Publicado há 3 anos ago

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Uma cena chocante de violência e abandono veio à tona nesta quinta-feira na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, quando uma bombeira civil, de 29 anos, foi presa pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam-NI). A suspeita é acusada de cometer atos de tortura e abandono de incapaz contra suas próprias filhas, de 1 e 8 anos de idade. A prisão ocorreu em um shopping no município e foi cumprida com base em um mandado de prisão temporária.

As investigações começaram no início do ano, após vizinhos denunciarem a mulher por deixar as crianças sozinhas em casa. Na época, as crianças foram acolhidas pelo Conselho Tutelar e apresentavam manchas roxas e outras lesões, apontando para possíveis agressões. Elas foram entregues a responsáveis, mas a suspeita continuou a manifestar comportamentos agressivos e ameaçadores, inclusive em relação à própria mãe.

A delegada Mônica Areal, titular da Deam-NI, afirmou que a suspeita é extremamente agressiva, chegando a invadir a casa da mãe e impedindo que ela cuidasse das crianças. Diante do cenário de violência e riscos às vítimas, foi solicitada a prisão temporária para que mais provas pudessem ser obtidas no decorrer do processo.

Ao longo da investigação, os policiais descobriram que a bombeira civil agredia constantemente suas filhas, causando-lhes sofrimento físico e mental. Além disso, a suspeita comprava lanches para si e os consumia na frente das crianças, deixando-as com fome. Em um comportamento extremamente negligente, a filha mais velha era obrigada a cuidar sozinha da irmã mais nova por longos períodos.

Os indícios de maus-tratos não são recentes. Os registros mostram que em 2018 a suspeita agrediu a filha mais velha, que na época tinha apenas 3 anos. O pai da criança fez a denúncia à época.

O depoimento da mãe da bombeira revelou que ela tem problemas de ansiedade e fúria, mas não recebe tratamento adequado. A avó das crianças também falou à polícia e relatou sua certeza de que as meninas eram dopadas, pois provou a água de um copo e sentiu um gosto amargo. Suspeita-se que essa prática ocorria para que a bombeira pudesse “ter paz”.

Áudios obtidos pela Deam-NI revelam algumas das agressões cometidas pela suspeita. São barulhos de tapas e gritos desesperados das crianças, que pedem para que a violência pare. A mulher faz perguntas agressivas e xingamentos constantes são ouvidos. O som dos tapas aumenta, assim como os gritos das crianças, que choram em meio à angústia.

As investigações prosseguirão e a polícia busca reunir mais provas para a conclusão do caso. As crianças foram entregues aos pais, e a mulher será encaminhada ao sistema prisional para responder pelos crimes cometidos.

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