Um adolescente de 16 anos foi apreendido no Méier, nas imediações do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, suspeito de incentivar a automutilação entre outros menores de idade e de planejar ataques violentos por meio de grupos na plataforma Discord.
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A ação faz parte de uma operação nacional coordenada nesta quinta-feira (16), com foco no combate à disseminação de conteúdos digitais de violência extrema, discurso de ódio e exploração sexual de crianças e adolescentes. A operação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, com apoio do Ciberlab.
De acordo com as investigações da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, o jovem utilizava diversas plataformas digitais para participar ativamente de comunidades ligadas a crimes virtuais e conteúdos extremistas.
Segundo a polícia, ele incitava, estimulava e pressionava outras vítimas — todas menores de idade e de diferentes estados — à prática de automutilação. Em um dos casos identificados, uma adolescente de 14 anos chegou a se ferir gravemente e escreveu no próprio corpo o apelido utilizado pelo suspeito na internet. A vítima está atualmente internada para tratamento psicológico.
As investigações também identificaram múltiplas contas de e-mail e perfis em diferentes plataformas, onde o adolescente trocava mensagens com conteúdo violento e extremista. Nos diálogos, ele demonstrava interesse em adquirir armas de fogo, pesquisava valores de armamentos e buscava informações sobre a fabricação de artefatos explosivos improvisados.
Ainda segundo os investigadores, foram encontrados indícios de planejamento de ataques e menções à intenção de praticar crueldade contra animais. Durante a operação, foi confirmado que o adolescente já havia adquirido ao menos duas facas.
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No momento da abordagem, o jovem vestia uma camisa com inscrição em língua russa associada a discursos de ódio, item frequentemente relacionado a grupos de ideologia extremista.
A Justiça do Rio autorizou a internação provisória do adolescente, além da busca e apreensão de aparelhos eletrônicos e a quebra de sigilo de dados, medidas consideradas essenciais para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos ou vítimas.
A delegada Rita Salim alertou para a importância do acompanhamento por parte dos responsáveis: “Diante do aumento de crimes virtuais envolvendo menores, é fundamental que pais e responsáveis monitorem o uso das redes sociais, evitando que crianças e adolescentes sejam vítimas ou até mesmo autores desse tipo de crime”.
