Abin aponta que Comando Vermelho está presente em todos os confrontos entre facções no país, e expansão do TCP acende alerta nacional

Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 11 meses ago

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Durante uma reunião interna no Senado Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) afirmou que o Comando Vermelho (CV) está envolvido em todos os conflitos entre facções criminosas atualmente registrados no Brasil. A avaliação foi feita pelo coordenador-geral de análise de conjuntura da agência, Pedro de Souza Mesquita.

“A gente tem confronto de grupos organizados no Brasil e todos eles envolvem o Comando Vermelho. Não há confronto de organizações criminosas hoje que não envolva o CV”, declarou Mesquita.

Segundo a Abin, o processo de expansão da facção começou em 2013 e se consolidou em 2024, tornando-se um dos principais desafios à segurança nacional. O diretor de inteligência interna da agência, Esaú Feitosa, reforçou que o problema já ultrapassa o campo policial.

“O crime organizado deixou há muito tempo de ser um problema somente policial. A compreensão de como essa ameaça intervém na estabilidade do Estado perpassa quaisquer tipos de abordagens policiais”, disse Feitosa.

TCP cresce e disputa espaço com o CV

Os relatórios apresentados indicam que o CV ampliou sua influência oferecendo suporte logístico para compra de armas e drogas a facções locais. Porém, nos últimos anos, o Terceiro Comando Puro (TCP) também cresceu, ocupando áreas antes dominadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem transferido parte de suas operações para fora do país.

“O TCP vem replicando muito o método do próprio CV e ocupando os lugares em que o PCC era predominante e hoje já não é mais, porque o PCC hoje olha para fora”, afirmou Mesquita.

A Abin apontou que o TCP já atua em nove estados além do Rio: Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. O grupo passou a disputar territórios diretamente com o CV, oferecendo estrutura semelhante para o tráfico de armas e drogas.

O avanço simultâneo das duas facções, segundo a Abin, espalha para outras regiões do Brasil a dinâmica violenta típica dos confrontos do Rio de Janeiro, acendendo um alerta nacional.

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Por Caio Gervazoni - Rio Janeiro

Publicado há 11 meses ago

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