Uma denúncia gravíssima foi protocolada na 126ª Delegacia de Polícia (DP) de Cabo Frio pelo jornalista Dirlei Pereira, colocando em xeque a administração e gestão da EXPO Cabo Frio 2023. O evento, que acontece na Fazenda Campos Novos, é de responsabilidade da Prefeitura de Cabo Frio e, segundo as acusações, estaria envolto em práticas ilícitas.
De acordo com Dirlei, a Prefeitura de Cabo Frio, sob a gestão da prefeita Magdala Furtado, estaria cobrando valores que variam entre R$ 2.200,00 e R$ 3.000,00 de cada expositor para participação no evento. Tal fato é alarmante, considerando que a Expo Cabo Frio é um evento público, realizado em um terreno público municipal. As denúncias apontam ainda que as cobranças estariam sendo feitas em dinheiro vivo, sem o fornecimento de qualquer recibo – uma prática que foi categorizada pelo denunciante como “Extorsão II”.
Evidências adicionais, como áudios e prints compartilhados por nossa redação, apontam um indivíduo identificado como “Eduardo” como o responsável pelas cobranças. Entre as alegações, destaca-se o preço de uma caixa de cerveja, fixado em surpreendentes R$ 92,00.

As acusações não param por aí. Dirlei Pereira critica veementemente a postura omissiva de figuras de destaque na administração pública da cidade, incluindo o Secretário-Chefe do Gabinete e a Prefeita, Sra. Magdala Furtado. Ambos, conforme exposto, estariam cientes das práticas irregulares, mas optaram pela inação. A denúncia aponta falta de licitações para a gestão do evento e para a designação de um depósito credenciado de bebidas, tornando as operações e cobranças ilegais.
A denúncia enfatiza ainda práticas de superfaturamento. Comerciantes e prestadores de serviços, de acordo com o relatado, são compelidos a adquirir produtos de pessoas próximas à prefeita por preços exorbitantes, com valores até 100% acima do que é praticado no mercado local.
Com a gravidade das acusações, espera-se que as autoridades competentes, especialmente a Polícia Judiciária (PCERJ) e o Ministério Público, tomem as devidas providências. Enquanto isso, a comunidade de Cabo Frio aguarda respostas.
A denúncia caracteriza as supostas ações como crime de concussão em sua forma omissiva, indicando que as autoridades estão cientes dos acontecimentos, mas permanecem inertes. Além disso, as violações também poderiam ser classificadas como crimes de responsabilidade, ferindo princípios constitucionais da administração pública e a Lei 8.429/92, que trata da improbidade administrativa.
Ouça o áudio de um barraqueiro denunciando:



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