Em sessão tumultuada da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) nesta terça-feira (8), os deputados Felippe Poubel, Rodrigo Amorim e Alan Lopes expressaram forte repúdio ao livro infantil distribuído na Escola Municipal Antônio da Cunha Azevedo, em Cabo Frio. No material, a prefeita Magdala Furtado é exaltada como uma “super-heroína” com a missão de cuidar da cidade.
A obra, entregue a estudantes menores de idade, foi disponibilizada sem qualquer comunicado prévio aos pais ou responsáveis, causando surpresa e descontentamento em muitas famílias. Durante seus discursos, os parlamentares prometeram não só pedir o impeachment da prefeita, mas também acionar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a comissão de educação da ALERJ, presidida pelo deputado Alan Lopes, em busca de esclarecimentos sobre a situação.
Juliana Vignoli, autora da obra e responsável pelo projeto “Dra Defensora”, defendeu-se das controvérsias alegando que possuía todas as autorizações para a entrega dos exemplares, citando o aval da prefeita, da diretora escolar e da própria secretaria de educação. Vignoli expôs que a obra tinha como objetivo conscientizar as crianças acerca do “Agosto Lilás”, mês voltado para a proteção das mulheres.
Contudo, a narrativa apresentada no livro, que descreve Magdala Furtado como uma defensora incansável da cidade e seu povo, gerou debates acalorados sobre a possível instrumentalização do ambiente escolar para propósitos políticos. Muitos questionam se recursos públicos foram utilizados na produção e distribuição do material.
Alegações de Juliana, corroboradas por fotografias e prints de conversas divulgadas por ela, indicam que, embora inicialmente tivesse concordado com a distribuição, a prefeita desautorizou a ação uma hora antes do horário estipulado.
- ENTENDA O CASO: Livro exaltando e tornando a prefeita de Cabo Frio uma super-heroína é entregue para crianças em escola municipal. Veja:
O caso, agora sob o escrutínio do legislativo estadual e de outras instituições, reforça o debate sobre os limites e responsabilidades da gestão pública em suas interações com o ambiente educacional.
Em resposta ao crescente debate, a prefeitura emitiu uma nota oficial: “A Prefeitura de Cabo Frio informa que não foi autorizado qualquer tipo de confecção ou distribuição de material gráfico tendo como personagem a prefeita Magdala Furtado. A prefeita apenas recebeu a autora em seu gabinete, onde foi presenteada com uma amostra do livro. Estamos tomando todas as medidas necessárias para apurar as responsabilidades.”
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