Uma padaria localizada no Centro de Cabo Frio, nas proximidades da Prefeitura, teve a cozinha e a área do buffet interditadas nesta segunda-feira (24) durante uma fiscalização realizada pelo Procon e pela Vigilância Sanitária. A ação ocorreu após uma denúncia de uma consumidora e terminou com o descarte de cerca de 300 quilos de alimentos.
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Segundo a supervisora do Procon de Cabo Frio, Mônica Bonioli, fiscais encontraram carnes sem etiquetas com informações sobre origem, validade e certificação de controle veterinário. Ela ressaltou que não é possível afirmar que todos os produtos estavam impróprios para consumo, mas parte dos alimentos apresentava irregularidades que impediram a manutenção dos produtos no estabelecimento.
Durante a fiscalização, também foram encontrados legumes congelados considerados impróprios para consumo e produtos vencidos na área da cozinha, onde os alimentos eram preparados. O descarte dos produtos contou com apoio da Concercaf.

A cozinha e o buffet permanecem interditados e não podem ser utilizados para produção ou armazenamento de alimentos até que sejam cumpridas as exigências relacionadas à higiene, limpeza, manutenção e armazenamento adequado das matérias-primas.
Apesar da interdição desses espaços, a padaria continua funcionando para a venda de produtos industrializados que não dependem das áreas interditadas.
De acordo com Mônica Bonioli, as adequações determinadas durante a fiscalização devem ser realizadas de forma imediata. Ela explicou que o Procon costuma orientar e notificar comerciantes, especialmente pequenos empresários, mas situações envolvendo produtos vencidos, armazenamento inadequado ou risco ao consumidor exigem medidas imediatas.
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Durante a fiscalização, a supervisora afirmou que existem situações em que a margem para tolerância é zero, principalmente quando são identificadas condições que podem representar risco ao consumidor.
Entre as orientações repassadas aos comerciantes está a necessidade de manter os alimentos devidamente identificados, com informações sobre origem e validade, além de garantir condições adequadas de higiene e armazenamento.
Mônica também explicou que, após a abertura da embalagem original de um produto, como uma caixa de carne, a identificação de origem deve permanecer junto ao material utilizado até o seu descarte. A medida permite que a fiscalização verifique a procedência dos alimentos.
O Procon reforça que consumidores podem denunciar irregularidades encontradas em estabelecimentos comerciais.
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