O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (7/8) o Projeto de Lei 2.692/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Com a mudança, pessoas que ganham até R$ 2.428,80 por mês passam a ficar isentas do imposto. Na prática, considerando o desconto simplificado, a isenção será aplicada para rendimentos de até R$ 3.036 mensais.
A proposta, que agora segue para sanção do presidente da República, deve beneficiar milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais e aposentados que recebem até dois salários mínimos.
O que muda com a nova regra?
Antes da aprovação, a faixa de isenção era de R$ 2.259,20. Com a nova legislação, esse limite sobe para R$ 2.428,80, e com o desconto simplificado, o valor considerado para isenção chega a R$ 3.036. Isso significa que mais contribuintes deixarão de pagar Imposto de Renda a partir da vigência da nova regra.
Impacto na arrecadação
A Receita Federal estima que a medida resultará em queda na arrecadação do governo nos próximos anos:
- R$ 3,29 bilhões em 2025
- R$ 5,34 bilhões em 2026
- R$ 5,73 bilhões em 2027
Apesar disso, o projeto foi aprovado por votação simbólica, sem contagem nominal, indicando um acordo entre os senadores.
Oposição recua e permite avanço da proposta
Parlamentares da oposição cogitaram obstruir a votação, mas recuaram diante da popularidade da proposta entre a população. A sessão também encerrou dois dias de protestos no Senado, liderados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentavam barrar os trabalhos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestou contra as tentativas de obstrução e celebrou a aprovação:
“Seguiremos votando matérias de interesse da população, como o projeto que assegura a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros.”
Proposta mais ampla ainda em debate
Vale destacar que a medida aprovada no Senado não é a mesma da proposta enviada anteriormente pelo governo federal, que pretende isentar do IR quem ganha até R$ 5 mil. Esse projeto está em análise na Câmara dos Deputados e já passou por comissão especial, mas ainda não foi votado no Plenário.
